segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Segunda Sem Carne

Uma vaquinha, um porco, um frango e um peixe estilizados são os mascotes da nova campanha Segunda Sem Carne. A ideia é convencer as pessoas a se absterem de comer carne às segundas-feiras, o que, dizem os militantes dessa cruzada, minimizaria impactos ambientais como a transformação de florestas em pastos."Segunda sem Carne". Originalmente lançado nos Estados Unidos em 2003, o movimento Meatless Monday (segunda sem carne) vem ganhando adeptos em vários países e ficou famoso quando o ex-beatle Paul McCartney chamou a atenção da mídia ao lançar a campanha na Inglaterra, acompanhado pela filha, a estilista Stela McCartney.
No Brasil a campanha foi lançada em grande estilo na cidade de São Paulo, com atividades educativas e distribuição dos simpáticos bichinhos criados pelo designer Pedro Henrique da Cunha
O slogan "Pelas pessoas. Pelo planeta. Pelos animais" da campanha paulistana não foi escolhido à toa. De acordo com a presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, vários motivos fundamentam a adoção da alimentação sem carne. E os principais deles são: os benefícios para a saúde, os impactos negativos ao meio ambiente e a compaixão pelos animais. "A dieta centrada na carne está ligada às principais doenças que levam ao óbito nas sociedades ocidentais, como cardiopatias, câncer, diabetes, obesidade, doenças da vesícula biliar e hipertensão, entre outras. Além disso, esse tipo de dieta é comprovadamente insustentável e gera enorme desperdício. São necessários em média 7 kg de cereais e grãos para produzir 1 kg de carne de boi. Criar gado é uma forma muito ineficiente de utilização dos recursos, além de ser a principal responsável pela derrubada das florestas. Segundo o próprio ministro do Meio Ambiente, 80% da derrubada da floresta amazônica se deve à criação de bovinos. 18% das emissões que geram o aquecimento global advêm da criação de animais, ao passo que todos os transportes somados geram 13%", informa Marly.
Dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) apontam que atualmente, em cerca de 15 dias, mata-se o mesmo número de animais que eram abatidos em um ano na década de 1950. "Esses animais levam uma vida de sofrimento, medo e privação. Os métodos de criação e abate são cruéis", afirma Marly.
A presidente da SVB diz que o principal objetivo da campanha é pedir às pessoas que não comam carne às segundas e conheçam os motivos para isso, descobrindo novos sabores. Marly, vegetariana desde 1982, acredita que as pessoas não terão dificuldade em passar um dia sem comer carne e isso será estimulante. "Ao saberem dos motivos para não se comer carne, as pessoas sentirão que estarão contribuindo para a preservação dos recursos naturais. Quem não quer ajudar a preservar a floresta amazônica? Quem não quer um mundo melhor, sem fome, sem violência, com os recursos naturais preservados? Todas estas questões estão ligadas ao estilo de vida vegetariano e a alimentação tem papel central na solução destas questões", afirma.
Todas as informações sobre a campanha e dicas sobre alimentação saudável você encontra no site: ww.svb.org.br/segundasemcarne

sábado, 7 de novembro de 2009

Mostra de Cinema Francês Contemporâneo

Acabei de sair da primeira seção da Mostra de Cinema Francês Contemporâneo do SESC.
Provavelmente só irei publicar esse post amanhã (sabado), mas eu precisava escrever agora. Ainda entorpecido pelas sensações do filme "O último dos loucos" (Le dernier des fous).
Sensacional o filme!
Tenso e Denso. Uma narrativa virtuosa. Uma sequencia de planos fixos com uma fotografia linda. Uma direção de atores fantastica. Um som muito bom (na verdade o filme nao tem trilha mas barulhos em off, que como o critico frances Emanuel Burdeau difiniu, lembram o barulho do inferno).
O filme é um drama que inicia-se num tom de cronica familiar e interiorana e termina com um certo mal-estar que da ao mesmo tempo ao telespectador uma sensação de alivio. O drama retrata a visão de uma criança que observa a destruturação de sua familia. Nao quero, aqui, descrever o filme, mas registrar o prazer de ter assistido a um grande filme do cinema realista francês.
E vem muito mais por ai. São mais 7 filmes para completar a mostra. Um por dia. Infelizmente sábado não poderei ir, mas estarei presente em todas as outras seções. Assistindo e debatendo. Sim, porque além de se deliciar com obras de arte do cinema, depois do filme ainda rola um roda de discussão, para que possamos compartilhar sensações, impressões...
Não percam as próximas seções. De jeito nenhum!

*Apenas uma observação. Eu era uma das 5 pessoas que estavam presente (sendo que 2 pessoas eram da organização da mostra). Uma vergonha! Mas tudo bem, quem sabe um dia uma mostra como essa não receba uma manchete no jornal (ao invés dos titulos sensacionalistas e policiais) ai poderiamos ter salas lotadas de pessoas avidas por cultura.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

+ Caetano e novidades sonoras

Escutei muita gente comentando que o show do Caetano não foi legal, que não valeu a pena. Bem, como ja comentei no post anterior, quem esperava os sucessos realmente deve ter se decepcionado mas era o show do disco Zii e Zie e o album é bom. Diferente sim. Uma sonoridade que com certeza não agrada a qualquer ouvido, mas tanto é bom que...
O cantor e compositor Caetano Veloso conquistou nesta quinta-feira o Grammy Latino de Melhor Álbum Cantor/Compositor, por seu "Zii e Zie", na entrega dos prêmios da Academia Latina de Gravação, em Las Vegas.

E por falar em novidades sonoras:
O novo disco do produtor Bonobo está a caminho. "The Keeper" é o primeiro single e conta com a voz de Andreya Triana. Sonzão!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

The book is on the web

Você sabia que é possível baixar a obra completa de Machado de Assis, as peças de Shakespeare em português e poesias de Fernando Pessoa gratuitamente? Uma página mantida pelo governo federal coloca esses e muitos outros autores, além de uma vasta bibliografia técnica (de arquitetura, engenharia, etc), ao alcance daqueles que possuem interesse nos clássicos atemporais da literatura.
www.dominiopublico.gov.br

para os REDATORES on-line

Você já se deparou com dúvidas sobre a conjugação correta dos verbos no dia-a-dia?
Então conheça: www.conjuga-me.net
Esse site lhe ajuda a esclarecer questões do tipo. Basta digitar o verbo no infinitivo que ele faz a conjugação para você.

Trabalho e Poesia

Você sabia que a palavra “poesia” vem do grego antigo “poiesis”, que também significa “trabalho”?
Muita gente já refletiu sobre as razões que levaram os fundadores da civilização ocidental a amalgamarem em uma só palavra dois conceitos aparentemente tão diversos. E eu agora me pergunto: o que levou a própria civilização ocidental, no estágio em que a vivemos hoje, a apartar os conceitos de poesia e trabalho em pólos praticamente opostos?
A equação poesia = trabalho é simples e fácil de entender. O relâmpago poético depende do suor do poeta para ser comunicado. Poema é obra. E o chavão “90% de transpiração e 10% de inspiração” é perfeitamente compreensível para qualquer mortal. Os problemas começam quando invertemos o sentido da equação e pensamos na idéia de que trabalho = poesia. Para o imaginário pedestre, poeta é justamente aquele que vive de nuvens, aquele que, na definição oficial do Houaiss, é dado a devaneios.
Mesmo que enganada no particular, já que o poeta é de fato um trabalhador dos mais aguerridos a seu ofício, a sabedoria pública tem lá seu fundamento. No mundo de hoje, poesia e trabalho são vinho e petróleo. A poesia, como disse Mallarmé, quer limpar o mundo lotado de palavras para criar silêncio ao redor das coisas. O trabalho hoje quer criar muitas coisas e lotar o redor delas de palavras. Poesia é a linguagem pela qual expressamos nossa eterna surpresa com a beleza ou com o horror da vida. Trabalho é a linguagem pela qual 90% dos nossos contemporâneos esquecem-se dessa eterna surpresa.
A labuta diária é anestésica. Para o mal ou para o bem. Mas uma verdade ainda mais inconveniente que aquela do Al Gore é o fato de que, para a maioria das pessoas, trabalho ainda seja sinônimo de insatisfação. E, pior, a falta de trabalho também. Talvez a mais insana das utopias, o mais nefelibata dos devaneios, seja a idéia de que a humanidade possa um dia sair dessa sinuca de bico que envolve sua relação com o ato de trabalhar. Quando é que as propostas de emprego terão como cerne, tanto do lado do empregador quanto do empregado, a idéia de “vocação”, palavra que aliás tem como origem o latim vo catio, que justamente significa “proposta”, “chamado”, “convite”?

TRABALHA-SE PARA QUÊ?
Robert Frost, um dos grandes nomes da poesia americana do século 20, diz que poeta é uma condição, não uma profissão. É demais esperar que um dia cada profissão humana esteja subjugada à condição mais essencial de cada ser humano? Não sei. Exercer uma profissão harmônica com os desejos vocacionais mais íntimos parece um sonho bem distante da maioria das pessoas. É demais então esperar que um dia essa forma imanente de injustiça social seja corrigida? Também não sei. Mas não me parece que estamos no caminho errado, apesar da histeria produtiva deste início de milênio. Se hoje “trabalho” é sinônimo de “insatisfação”, há não muito tempo “trabalho” era sinônimo de “escravidão”.
Andamos bem. Para andar mais, é preciso primeiro colocar a pergunta: “Trabalha-se para quê?”. Não há uma resposta única. Se em Pirituba trabalha-se mais pela sobrevivência, na Suécia trabalha-se mais pela inserção social, já que a sobrevivência está garantida. Em qualquer lugar, se uns trabalham por dinheiro, outros trabalham pela reputação, pelo poder ou por tudo isso junto. Talvez uma palavra que resuma os desejos e necessidades envolvidos no ato de trabalhar seja “prestígio”. Queremos o reconhecimento da sociedade que nos cerca, seja na forma de um depósito na conta, seja na forma de um afago no ego. “Prestígio.” É uma palavra que tem origem no latim praestigium, assim como a palavra “prestidigitador”. Significa “ilusão”. Ilusão?
É possível que, um dia, toda decisão de trabalho seja baseada menos na idéia daquilo que o mundo quer de cada um de nós e mais na idéia daquilo que de mais íntimo cada um de nós pode dar ao mundo. Nossa vocação. Nesse dia, a vida se tornará mais real. Como a poesia.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Forno do Iguaçu e o feriado musical

Começou... é o Forno do Iguaçu.
O verão esta bombando e o final de semana prolongado foi de muito sol, cerveja, água, musica boa, novos amigos, mais cerveja e loucuras em geral.


Mas vamos por partes.
Começando pelo show do Caetano. Como eu já esperava quem foi lá pra ver o Caetano viu a banda Cê. Nada de sucessos, das antigas (nada contra) mas o que rolou mesmo foi o show Zii e Zie. Um som diferente mas com a genialidade do Caetano. Eu, como gosto de musica boa (independente das minhas preferências), curti muito e o clima de evento único foi emocionante. Não entrevistamos o Caetano, mas batemos um papo com os jovens músicos da banda. Show de bola, moçada de responsa mesmo. Destaque para a simpatia do senhor Caetano e de sua desenvoltura no palco. Outra nota de destaque vai para o espanhol perfeito com o qual ele dirigiu-se ao publico. Afinal de contas estávamos em território paraguaio. Soy loco por ti LATINO AMERICA!

E por falar em Paraguai, conheci novos amigos de Asuncion. Na verdade um Pop Star paraguaio. Chirola, vocalista da banda Kchiporros (a numero 1 do Paraguai) esteve passeando por aqui junto com sua namorada e de seu empresário. Passamos bons momentos lá em casa e na casa do Ricardo Oliveira técnico de som da banda e prata da casa (Fornos do Iguaçu). Eles acabaram de chegar de um giro pelo Peru e trouxeram alguns sons bem legais que já adicionei no set list para as próximas discotecagens. Coloquei alguns sons pra galera também, mas o ponto alto do feriado foi o Luau psicodélico na Mata Verde. Depois do show do Raizen no bar do Bob, fomos lá buscar o mestre Hayrton e sua percursão. Batucada roots com todo mundo estendido na grama sob a lua cheia. Barulhinho do bom com direito a muita risada. Valeu!
Agora é agüentar o calor e esperar pela chuva anunciada para o próximo fim de semana. Vai melar o surf no rio e o relax na cachoeira, mas pelo menos diminui a temperatura do FORNO!